Não tenho tempo para estudar. O que fazer?

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tempo

“Tempo” creio que num futuro breve será muito mais valioso do que dinheiro, quebrando a velha diretriz que “time is money”. Então, o que fazer quando não se tem justamente tempo? E para quem está se preparando para “ter tempo” para concursos e exame da OAB, pior fica a situação.

Para ilustrar, trago um depoimento e pedido de ajuda.

“Irei prestar pela primeira vez o Exame da Ordem no final do ano, estou com inúmeras duvidas de como planejar meus estudos, por exemplo, quando ler jurisprudências, assistir videos aulas, ler as leis, sumulas, fazer resumos, resolver exercícios. Faço estágio em dois turnos e faculdade a noite, então só tenho tempo aos finais de semana. Meu rendimento é muito ruim de madrugada, então por isso não estudo esse horário, já tentei, porém, meu rendimento não foi bom”.

Como não é todo mundo que tem a sorte de ter a disponibilidade do tempo que for preciso, é comum que o acadêmico de Direito (e de outras faculdades) façam durante o dia um estágio (ou trabalham nos turnos manhã e tarde) e à noite estão na faculdade. Portanto, que horas vou estudar?

Tenho dito nestes casos que se temos apenas os finais de semana para estudar, é neles que vamos juntar todos os esforços. Minha sugestão para OAB é angariar fôlego para tocar 5 disciplinas num final de semana. Assim, em 3 finais de semana você terá passado por 15 de 17 disciplinas da prova. Na pior das hipóteses, 4 disciplinas por final de semana em 4 semanas. É algo do que se diz, MÉTODO 4X4.

Este MÉTODO 4X4 leva a 16 disciplinas ao final, deixando ÉTICA para resolver num tempo próprio para ela, visto que é a mais requisitada no exame com 10 questões. Também pode ser aplicado aos “concurseiros de final de semana”.

E quando vou resolver questões? Durante a semana, após a longa jornada de trabalho, estágio e faculdade. Veja que é o momento apropriado para tal aventura, pois você estará totalmente esgotado. No mínimo, resolver questões gera curiosidade suficiente em ressuscitar até defunto. E o cansaço faz parte de qualquer prova que tenha mais de 80 questões  para serem resolvidas. Então, PENSAR em momento de esgotamento é um ótimo teste também de RESISTÊNCIA.

Outra preocupação apontada pelo leitor é sobre a leitura de JURISPRUDÊNCIA e LEGISLAÇÃO. Se você realmente não tem tempo para qualquer leitura, sugiro que estude por LIVROS ESPECÍFICOS PARA OAB, onde dentro do contexto do conteúdo já tem a citação de súmulas dos tribunais superiores bem como da legislação pertinente. Para quem NÃO TEM TEMPO, não dá para se dar o “luxo” de pesquisar, ou fazer resumos, tem que receber o material “mastigadinho”.

Referente às vídeoaulas, para quem NÃO TEM TEMPO, realmente, fica muito difícil acompanhar. Minha sugestão é consultar o YOUTUBE quando houver dúvidas, colocar a palavra-chave no sistema de procura e ZAP, certamente, você encontrará alguma coisa boa e grátis.

Como também não tenho mais tempo para escrever este post, pois já são três dias em cima deste texto, faça dele um ÓTIMO uso dentro do tempo que lhe resta!

Calendário 2015 Exame de Ordem

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calendario

Sempre é bom recordar quais as datas que o Conselho Federal da OAB já disponibilizou para os Exames de Ordem em 2015. A intenção é você colocar “no papel” um cronograma POSSÍVEL de se alcançar e começar a montá-lo para iniciar a sua preparação.

Como é bom destacar, 3 meses antes da prova é um TEMPO bastante RAZOÁVEL para se preparar para o Exame, a não ser que você tenha deixado o Direito de lado por muito tempo e não tenha nada além do que uma horinha de estudos por dia… Neste caso, é melhor pensar MAIOR!

O XVIº Exame já teve seu edital publicado (23/janeiro) e suas inscrições encerradas. A prova da 1ª fase se avizinha para 15 de março.

O XVIIº Exame, por sua vez, tem edital previsto para 1º de junho e a prova para 19 de julho. As inscrições entre 1º a 14 de junho. A 2ª fase para 13 de setembro.

Por fim, o XVIIIº Exame encerra o calendário de 2015, com o edital previsto para 28 de setembro, e a 1ª fase para 22 de novembro. As inscrições acontecem entre a data do edital a 8 de outubro. A 2ª fase para 10 de janeiro de 2016.

Percebe-se que a média de 50 dias entre a publicação do EDITAL e a prova da 1ª FASE, tempo que já foi muito mais estreito em anos atrás (a média era 35 dias). Portanto, 3 meses ou 90 dias de uma preparação IDEAL, significa que os estudos começam cerca de 1 MÊS ANTES DO EDITAL. É um bom “marco” para regular sua preparação.

Duas coisas são certas: estude 2 disciplinas por dia, ao menos, e faça MUITAS questões durante este período.

Nova edição do Vade Mecum OAB e Concursos

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A Editora Saraiva acaba de colocar em “pré-venda” a mais nova edição do vade mecum para OAB e concursos públicos mais vendido do país! A 6ª edição traz como destaques legislativos:

  • Decreto n. 8.374, de 11-12-2014 (Altera o Regulamento do Estatuto do Estrangeiro);
  • Lei n. 13.058, de 22-12-2014 (Guarda compartilhada – Alterações no Código Civil);
  • Medida Provisória n. 664, de 30-12-2014 (Altera as Leis n. 8.112/90 e 8.213/91 – Modifica as regras para concessão de benefícios previdenciários);
  • Lei n. 13.089, de 12-1-2015 (Estatuto da Metrópole e alterações no Estatuto da Cidade);
  • Lei n. 13.097, de 19-1-2015 (Registros na Matrícula do Imóvel e alterações em diversos diplomas).

Além das vantagens da versão tradicional, conta ainda com:

  • MAPA da Legislação: Guia de localização rápida para a 2.ª fase do Exame da OAB;
  • Acesso online a vídeos exclusivos, elaborados por renomados professores, com dicas para o sucesso em provas e concursos, modelos de peças processuais, dicionário jurídico e temário;
  • Regimento Interno do STF e do STJ;
  • Enunciados das jornadas do CJF.

Destaca-se que a 6ª edição está de acordo com o XVIº Exame Unificado da OAB. Uma das novidades é que o prof. Carlos Henrique Bezerra Leite se junta ao corpo distinto de professores na obra.

Exame da OAB: Professor, preciso de sua ajuda! E você?

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helpVolta-e-meia gosto de ilustrar minhas dicas para o Exame de Ordem com estórias de alunos e leitores que chegam até nós. Escolho aquelas que alcançam uma maioria considerável, como é o caso que apresento abaixo.

“Me formei em Direito em 2009 e, fiz algumas edições do Exame de Ordem, mas nunca consegui passar para a segunda fase. Sempre fui um aluno mediano, sempre passando para os anos seguintes no limite da média exigida pela faculdade e algumas matérias fui reprovado. Identifiquei alguns problemas no meu sistema de estudo, como intercalar as matérias estudadas. Simplesmente não consegui terminar de estudar toda a matéria até a data da prova e, de  2011 para cá, desisti de prestar o exame da ordem. Há três semanas decidi voltar a estudar… mudei meu método de estudo, comprei sua coleção de livros voltados para o Exame e estou focado em  resumir livro por livro, um de cada vez. Estiquei meu plano de estudos, pois estou focando também o XVII ou XVIII exame. Não fiz provas anteriores porque considero não ter base para realiza-las. Estou praticamente começando do zero! Quando faltar 1 mês para o exame, quero ter terminado de resumir todos os livros para começar a fazer as provas anteriores. O que o Sr. acha do meu planejamento de estudos? Acha que devo fazer exercícios quando terminar cada livro, por exemplo: Resumi Direito do Trabalho, após, começo a fazer exercícios só de Direito do Trabalho. O que o Sr. Acha?”

Provavelmente, não é novidade alguma que muitos examinandos desistem temporariamente de seus objetivos de aprovação na OAB porque alcançam um grau de stress muito grande diante de consecutivas reprovações. Mas aquela ideia fixa de alcançar o título de “advogado” não lhe sai da cabeça. No caso ilustrado, quatro anos, separam entre a desistência e o recomeço. Conheço casos com maior tempo de “suspensão”: onze anos.

Pois bem, pode ser difícil de acreditar, mas às vezes é bom dar um “tempo” quando se percebe que “não entra mais nada na cabeça” pelo elevado grau de desespero que toma conta pelas pressões internas e externas. Pouquíssimos profissionais admitem publicamente esta receita. Eu sou um deles. Mas não vou entrar em detalhes sobre isso, em outro post, ok?

Este retorno, certamente, vem com muito GÁS e como se pode verificar acima, o examinando pretende resumir todo o livro que vier pela frente e deixar 1 mês só com exercícios. É um planejamento a médio prazo que pode dar certo. Pode, digo eu. Começando a responder às dúvidas do nosso confidente, um erro é considerar que depois de estudar a MATÉRIA X irei resolver questões desta MATÉRIA X. Claro, que a incidência de acertos será muito superior do que a 30 dias, por isso, o erro.

Lembre que no dia da prova serão 17 disciplinas, JUNTAS E MISTURADAS, das mais diferentes espécies e gostos. Portanto, quanto maior o número de disciplinas no treino, MELHOR. Você até pode resolver questões da MATÉRIA X, mas aproveite e faça também daquelas que você já estudou, a Y, Z e W. Também não adianta começar a fazer questões de matérias que você não tem a mínima noção, pois o resultado não representará nada além do que você já sabe (ou justamente não sabe).

O ideal também é não estudar apenas uma disciplina por dia. Faça um planejamento para que duas disciplinas sejam preparadas por dia. Assim, praticamente, nos dias úteis você terá estudado, ao final de uma semana, 10 disciplinas. A prova da OAB são 17. Portanto, seus estudos ficarão atualizados e próximos.

Para quem fica bastante tempo longe dos estudos, o importante é voltar COM TUDO, escolhendo obras especializadas e legislação atualizada. Resumir é um método de fixação que pode servir para um e não para outro. Você ficará sabendo se serviu depois de fazer algumas baterias de exercícios.

Outro erro que aponto no depoimento é querer “esgotar” uma matéria. Veja que para acertar todas as questões de CIVIL, p.ex., ninguém precisa ler todos os 2.046 artigos do Código Civil. Ao resolver questões de diversas provas você alcançará um resultado que lhe dirá quais temas estão mais presentes e outros menos. Esta análise lhe colocará numa posição de analista, o que é o suficiente para ser aprovado. Você não precisa ser especialista, pois requer muito mais tempo, o que ninguém tem.

Concluindo, para ser aprovado não precisa ser ESPECIALISTA em 17 matérias, mas ANALISTA o suficiente para alcançar 50% de acertos. A prova da OAB pode ser “entortada” com uma preparação EFICIENTE e PRECISA, o que um bom ANALISTA deve ser.

5 motivos para resolver questões de provas anteriores!

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bart_2Num episódio dos Simpsons, Bart se gaba para sua irmã mais nova, Lisa, que tinha tirado numa prova nota “A”, porque ao repetir o ano, um castigo provisório que o diretor Skinner impôs, ele tinha decorado os gabaritos das provas que tinha resolvido. Não tão de forma exagerada, resolver provas anteriores de um concurso ou da OAB seria “quase” isso.

Passo, então, a elencar 5 benefícios em resolver questões de provas que antecederam àquela que você está se preparando ou gostaria de enfrentar.

1- Conhecendo a banca. Por exemplo, você resolveu fazer um concurso cuja banca escolhida foi a CESPE e, até então, jamais você viu uma prova de tal organizadora. Há uma piada sobre isso que corre os corredores. Uma loira (mas poderia ser uma morena, ruiva, ou um rapaz) chega no cursinho, depois da prova, muito desconfiada e diz ao seu professor que a prova dela, realizada pela CESPE, tinha um erro de impressão, pois só tinha as alternativas “C” e “E” nas questões… Portanto, nada mais certo que observar o “estilo” da banca de cobrança, e melhor caminho é resolver questões anteriores.

2- Analisando o edital. Certo que você não terá tempo para estudar TODO o edital. Geralmente, em Direito, o pessoal inclui todos os capítulos de um código para exigir apenas uma ou duas questões sobre o assunto. Como equacionar isso? Ao realizar provas anteriores, é possível observar que determinados temas se repetem e outros são totalmente ignorados. Então, quanto maior o número de provas, maior certeza seus estudos poderão ser apontados. É claro, sempre há um risco de você deixar algo de fora dos seus estudos, mas ao menos aquilo que já caiu ou sempre cai poderá acentuar sua preparação para temas que talvez você nem chegaria a estudar.

3- Autoteste. Já conheci muitos alunos que apostei todas as minhas fichas que eles seriam aprovados, no entanto, não foram. Descobri que só posso garantir tal previsão se o aluno me mostrar seus índices de acertos constantes (e não eventuais). Como fazer isso? Testando-se, especialmente, por provas anteriores. Os simulados ajudam, é claro, mas nada como resolver questões que já foram alvo das bancas. Este exercício se compara com aquele dos atletas profissionais, que precisam praticar todos os dias para manter ou alcançar uma performance desejável.

4- Momento de descontração. Sim, resolver questões é mais “gostoso” do que passar horas lendo, lendo, assistindo a aulas chatas, inclusive como forma para relaxar do stress pré-prova. Aconselho a muitos, que detestam estudar nos finais de semana, reservar este período para resolver questões como muitos fazem palavras-cruzadas. E ao resolver as questões você ao mesmo tempo está aprendendo, compreendendo a matéria que lhe é imposta em prova. Claro que você, ao errar uma questão, precisa parar e entender da razão do seu erro, caso contrário, não adiantará você, simplesmente, ignorar a sua dúvida.

5- A ciência diz. Uma pesquisa publicada em janeiro de 2013 pela revista Psychological Science in the Public Interest afirmou que dentre de 10 métodos de estudos avaliados, resolver testes é um dos dois mais eficientes ao lado da preparação constante e prévia (ou seja, não se preparar na véspera da prova). Chega a ser até DUAS VEZES mais eficiente que os outros métodos!

Poderíamos chegar, então, quase à tática do Bart em decorar as respostas das questões, pois também sabemos que o banco de questões das instituições não é infinito e nem pode ser com tantas provas por aí. E a cada dia fica mais comum, concurseiros encontrarem questões repetidas entre provas do mesmo cargo ou dentro da própria banca. A própria FGV já “provou” deste veneno em provas da OAB.

Assim, concluí-se que é impensável hoje o concurseiro ou examinando deixar de lado a realização de questões se quer realmente ser aprovado e classificado entre os primeiros, pois uma coisa é certo: o Bart tinha razão!

Diante disso, indico duas obras de questões comentadas que farão a alegria de todos!

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Entendeu direito ou quer que desenhe?

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Talvez não precise de muitas apresentações, devido a sua popularidade alcançada, principalmente, entre concurseiros, acadêmicos e oabeiros, muito compartilhado em redes sociais do projeto “Entendeu direito ou quer que desenhe?“. Certamente, você já viu desenhos bem bolados explicando o juridiquês, de forma muito didática e, principalmente, inteligente.

Pois bem, recebi, recentemente, um novo volume trazendo diversas disciplinas deste grande sucesso que é o “Entendeu direito…”. Quem está por trás é a Cláudia Franco Lopes, que deu vida ao projeto em 2011 e de lá para cá foi alimentando milhares e milhares de seguidores com suas explicações ilustradas e coloridas dos temas mais simples aos trabalhosos, sem perder sua identidade visual e capricho no que apresenta.

A contar com o envelope (imagem), percebe-se o carinho e a dedicação que a autora prepara o material. Se antes desenvolvia sozinha, hoje tem uma equipe de profissionais das disciplinas mais distintas, como aponta a obra os responsáveis, para garantir credibilidade nas informações jurídicas.

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O volume 2 tem 162 desenhos distribuídos em 180 páginas e traz organogramas, esquemas, mapas mentais, etc. O conteúdo completo você pode saber clicando no link acima, como também comprar diretamente via pagseguro no blog da autora. O valor é menos de R$ 1,00 por um desenho, R$ 150,00.

O papel é de alta qualidade, muito além dos manuais e cursos que estamos acostumados. Realmente, dá gosto de estudar através deste livro (imagem). Altamente recomendável!

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Porque muitos zeros no Exame da OAB?

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Tenho recebido muitos, mas muitos – para minha surpresa, confesso – relatos de “zeros” nas peças e nas questões dissertativas da segunda fase da OAB, também em casos em que as respostas estavam de acordo com o gabarito.

Vamos compilar os casos que julgo relevantes.

1- peça de penal – O gabarito consta “queixa crime”, mas quem fez queixa crime subsidiária levou zero. Meus conhecimentos no assunto são limitados, mas o suficiente para justificar que são respostas diferentes, porque a justificativa é diferente para fazer uma ou outra peça. E não esqueçamos que é uma avaliação teórica e não prática.

2- nomen iuris diferente do gabarito, mas a fundamentação está igual ao gabarito – Ora, o edital é claro, Arnaldo. Errou o nome da peça é gol contra e fim de partida! Não importa se você fundamentou num recurso especial (prova de civil) e fez um agravo de instrumento. Ou fez certinho uma exceção de pré-executividade (tributário) mas colocou um embargos. Ou fez um RO (trabalho) mas escreveu em letras garrafais “contestação”.

3- respondeu de forma desorganizada as questões – Mesmo que suas respostas estejam de acordo com o gabarito, se não observou que cada questão deveria ter sido respondida na respectiva folha, a banca é implacável! O edital é rigoroso, mas também injusto e um pouco confuso. Por isso, mudaram as regras para o XVI Exame. Sei que o nervosismo atrapalha, que foi avisado o fiscal para constar em ata ou foram feitas anotações para ajustar este descuido, mas a banca pelo jeito não aceitou. De qualquer modo, eu recorreria, alegando que não se justifica tal formalismo para o que se destina a prova da OAB.

4- identificou a prova sem querer querendo – os casos são dos mais diversos, desde o erro básico de colocar o seu próprio nome na assinatura como advogado, inventar dados, até detalhes como usar Y, Z, X para se referir a alguma informação ou preenchê-las de tal modo. A dúvida que segue: cabe repescagem para este povo? O edital é confuso, mas só posso aceitar que em dúbio pro examinando, pois a identificação é um erro não proposital.

Este XV Exame foi peculiar pelo recorde de examinandos em números absolutos na 2 fase, mas ainda é cedo para dizer se foi cruel  com a lista de aprovados, pois muita gente passou, mas também brecou a caminhada de outros tantos.

Advogado virtual é criado a partir de supercomputador da IBM

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roboA Revista INFO divulgou que um grupo de estudantes da Universidade de Toronto, no Canadá, criou um “advogado virtual” baseado no supercomputador da IBM, chamado de “Watson”. Para quem não sabe, Watson é um investimento bilionário da cia IBM e traz um banco de dados fabuloso.

O advogado virtual também tem nome, “Ross” e que segundo a reportagem “será oferecido para advogados e escritórios de advocacia como um serviço baseado na nuvem que pode responder questões jurídicas”. A formatação será a seguinte: “o usuário faz uma pergunta e o sistema gera uma resposta concreta, citando um precedente, além de sugerir leituras relevantes ao tema e uma porcentagem de chances de que aquela resposta esteja certa. Se um novo caso que seja relevante entre no banco de dados, o Ross irá alertar seu usuário no smartphone”.

O sistema, além de precedentes, também traz leis do mundo inteiro e está na busca de ser alimentado por parcerias com tribunais diversos. Os criadores do Ross afirmam que é o melhor pesquisador jurídico do mundo e segundo a IBM, fornecerá acesso livre aos estudantes à plataforma.

Enquanto isso, no Brasil, o Dr. Google é o maior jurista do país e tem auxiliado à grande maioria de estudantes a enfrentar suas maiores dúvidas acadêmicas. Na minha época, sem internet, eram os livros e a pesquisa “in loco” nas bibliotecas dos tribunais a respeito de jurisprudência. Quais as diferenças? O grau de curiosidade e de esforços era maior, talvez, por isso, levasse a segurar mais tempo a informação como muitos estudos afirmam.

Por outro lado, fica a pergunta: será que Ross, o “advogado virtual”, seria aprovado no atual Exame de Ordem?

#SeLigaNaDica

Agenda OAB

XV Exame de Ordem Unificado

  • 29.09.2014

    Publicação do Edital

  • 29.09.2014
    a
    13.10.2014

    Período de Inscrições

  • 22.10.2014

    Prazo limite para pagamento da taxa de inscrição

  • 10.11.2014

    Divulgação dos locais de realização da prova objetiva

  • 16.11.2014

    Realização da 1ª fase (prova objetiva)

  • 16.11.2014

    Divulgação do gabarito preliminar da prova objetiva

  • 02.12.2014
    a
    05.12.2014

    Prazo recursal contra o resultado preliminar da 1ª fase

  • 02.12.2014

    Resultado preliminar da 1ª fase

  • 16.12.2014

    Divulgação do gabarito definitivo da 1ª fase

  • 16.12.2014

    Divulgação do resultado final da 1ª fase (prova objetiva)

  • 05.01.2015

    Divulgação dos locais de realização da prova prático-profissional

  • 11.01.2015

    Realização da 2ª fase (prova prático-profissional)

  • 11.01.2015

    Divulgação do padrão de resposta preliminar da prova...

  • 03.02.2015

    Divulgação do padrão de respostas definitivo e do resultado...

  • 04.02.2015
    a
    07.02.2015

    Prazo recursal acerca do resultado preliminar da 2ª fase

  • 15.02.2015

    Descrição dos recursos acerca do resultado preliminar e divulgação...